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12 coisas que você precisa saber pra pedalar na cidade

Deixa eu adivinhar: você descobriu que usar uma bicicleta como meio de transporte ou passeio na cidade é bem mais divertido e menos assustador do que parece e, ÓBVIO, resolveu se jogar nessa, né?

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Primeiramente: meus parabéns! Você tomou uma ótima decisão. \o/
Agora, pra garantir uma experiência confortável, segura e ahasadora, bota a cara no sol e nessas dicas aqui:

1) Escolha sua bicicleta de acordo com o seu objetivo, não por estética.

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Calma, eu sei que você tem um crush absurdo “naquela” bike e já se vê passeando com ela pela cidade inteira. Mas, antes de passar o cartão, precisa levar em conta se ela é do seu tamanho, se proporciona o desempenho que você espera, coisa e tal.
Comprar uma bike inadequada pode azedar toda a experiência de pedalar, causando dores e muitas vezes danos irreversíveis pro seu corpinho. Nada a ver arriscar, né?

2) Conheça todos os tipos de bicicletas disponíveis e faça uma escolha feliz.

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Ó, existem basicamente 5 tipos de bicicleta recomendáveis pra cidade. Tenha em mente que pra treino e esportes em geral esse número cresce, mas vamos começar pelo básico, néam?

1) Urbanas (ou híbridas): são bicicletas com geometria confortável, bom rendimento no asfalto e configuração voltada para uso urbano. Pessoalmente, acho o melhor modelo para quem está começando.
Exemplos de urbanas: Soul Cycles Copenhague, Caloi Easy Rider, Urbana Bicicletas e Tito Urban.

2) Moutain bikes: as famosas “bikes de trilha”.
Embora sejam muito confortáveis e frequentemente utilizadas na rua, os modelos mais baratos tendem a ser mais pesados (o que pode dificultar subir e descer escadas ou pegar algumas subidas) e não rendem tããão bem no asfalto, especialmente se estiverem com um pneu muito largo e cravado.
São MTB’s: Kona lana’i, Soul Cycles Ace e Caloi HTX Sport.

3) Dobráveis: outra mão na roda (peço perdão pelo trocadilho) pra pedalar na cidade, as dobráveis são incríveis pra mesclar o uso da bicicleta com a condução no transporte público ou mesmo carros e táxis. Então, se você mora longe e precisa de uma ajudinha pra chegar no seu destino, vá de dobrável! Exemplos de dobráveis: Dahon Vybe D7, Tern Link C7, Durban One.

4) Speeds: com foco em performance e deixando o conforto um pouquinho de lado, as speeds são projetadas pra render muito no asfalto, mas não são exatamente recomendadas para iniciantes por possuírem uma posição de pedalada considerada desconfortável por alguns.
Pra saber mais, google: Soul Ventana, Caloi Strada e Specialized Tarmac.

5) Fixas: são bikes lindas, sem marchas e sem freio (ou com apenas um), onde os pedais se movem de acordo com a pedalada. Não dá para descer uma rua “na banguela”, e pra parar você precisa diminuir o ritmo e fazer uma pequena manobra, ou acionar delicadamente o freio. Rendem bem em asfalto e exigem pouquíssima manutenção mecânica, mas definitivamente não são recomendadas para iniciantes.
O ideal é montar a sua, mas você também pode comprar uma Airwalk Pista, Foffa Urban ou Create da vida.

3) Não existe tal coisa como uma bike feminina. ¯\_(ツ)_/¯

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Tem quem chame qualquer bicicleta rosa/lilás/vintage de feminina, ou confunda o modelo de quadro step-trough com esse termo. No final das contas, não existe bike feminina, existem só geometrias diferentes (mais informações aqui).

4) Tamanho importa

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Sim, bicicletas também tem tamanhos!
Por isso, depois de escolher o modelo de bike que mais combina com você, lembre de conferir se ela está no tamanho ideal para o seu conforto. Existem diversas tabelas na internet que indicam sua altura x o tamanho de bike ideal, mas o mais indicado é ir em uma loja especializada e fazer um test-drive, mesmo.

5) Capacete, luva, joelheira, cotoveleira e armadura medieval são opcionais

 

O código brasileiro de trânsito informa que os itens obrigatórios na sua bicicleta são: buzina, espelho e sinalização na frente, atrás, dos lados e nos pedais (que pode ser entendida por luzes ou refletivos).
Euzinha, autora do texto, pedalo há cinco anos na cidade e já tive minhas fases tira-capacete-usa-capacete-não-sai-sem-luva-sem-a-pau e conclui que é tudo muito relativo, então vou deixar você decidir por conta própria, beleza?
Argumento 1: por que usar capacete é importante.
Argumento 2: por que usar capacete tanto faz.

6) E por falar em segurança: não pedale na contramão nem na calçada

tumblr_mt71dyijNC1s24qdco1_500Aqui tem onze motivos pra você não fazer isso e o meu mais sincero “NÃO FAZ ISSO, CARA”. É contra a lei, perigoso e ineficiente.

7) Pode ocupar uma faixa toda, sim! <3

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Caso você não saiba, as bicicletas podem transitar no sentido do trânsito (seguindo o fluxo, vide item 6) em qualquer bordo de pista, embora seja mais comum estar na faixa da direita, que tem velocidade menor. Se há uma faixa exclusiva de ônibus, você pode ainda transitar na faixa ao lado dessa, com preferencial absoluta.

Para a sua segurança, não pedale muito rente ao meio fio, pois os carros tendem a passar muito perto e isso pode te assustar ou desequilibrar. Ocupar a faixa reforça sua visibilidade e garante uma pedalada tranquilinha. Saiba mais sobre isso aqui.

8) O farol é pra todo mundo, viu?

Embora vários países já tenham liberado o farol vermelho pra ciclistas por entender alguns conceitos de física básicos, essa cultura ainda não chegou no Brasil. Por isso, siga o farol como qualquer outro veículo. Aproveite pra sorrir para os coleguinhas ao lado, contemplar os pássaros, tomar uma aguinha, coisa e tal.
Pode ficar tranks que essas paradinhas não vão afetar em nada seu tempo de deslocamento.

9) Rotas alternativas, essas maravilhosas

cat on bikeVocê raramente vai precisar pegar aquela subidona escrota que tem no caminho ou se jogar numa avenida tensa pra ir e voltar dos seus compromissos. Procure um Bike Anjo e descubra uma rota alternativa mais prazerosa para os seus deslocamentos diários ou arranje companhia para fazer o trajeto enquanto pega o jeito.

10) Suor e subidas não são nada demais

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Muita gente usa a desculpa do “não posso chegar suado no trabalho” pra deixar o sonho da bicicleta estacionado, mas não precisa ser assim. Se você sua muito, experimente pedalar com uma roupa reserva e siga essas dicas aqui para driblar o inconveniente. Também existem esses truques aqui pra perder o medo da subida.
Dica extra: em caso de chuva, use o esquema da roupa reserva ou utilize outro transporte de sua preferência. Ninguém precisa depender exclusivamente da bicicleta depois de adotá-la no cotidiano, ok?

11) Certifique-se de estar confortável e divertido

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Coisinhas básicas como ajustar seu selim (aprenda aqui) e manter uma atitude mental positiva podem transformar seu trajeto em uma experiência incrível. Deixe o stress em casa e vá num ritmo deboísta, sem esforço excessivo, medos ou demais sensações desnecessárias.
Talvez você encontre um ou outro chatinho no seu caminho (às vezes um apressadinho num carro, noutras um mané ocupando a ciclovia, um pedestre atravessando na sua frente do nada…) mas você não precisa absorver nada disso. Keep calm and ride on!

12) É um caminho sem volta

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Se você leu até aqui, eu realmente sinto muito, mas não tem mais volta.
Pedalar é uma alternativa segura, divertida e absurdamente barata pra driblar o trânsito e viver a cidade de uma maneira mais humana. Você vai conhecer gente, aprender a sorrir para desconhecidos, melhorar seu condicionamento físico e reviver um prazer de infância sempre que quiser.
Aproveite!

Comments

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2 thoughts on “12 coisas que você precisa saber pra pedalar na cidade

  1. Uau!
    Cheguei hoje aqui no seu blog e já estou amando <3
    Tudo muito fofo!
    Amei a linguagem beeeem soltinha (isso ajuda bastante a deixar fluir a leitura) e ri muito com as "piadinhas", hahahaha.
    Vou seguir já!
    Parabéns :3

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