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Precisamos falar sobre curtir a bad

Eu sei.

Deu no seu horóscopo. O dia tá esquisito. A pessoa respondeu seu textão com um “rs :)”. Nenhuma roupa fica boa e seu cabelo tá tirando com a sua cara hoje.

Eu sei.

Tem momentos em que a vida parece conspirar pra você ter um date fatal e inadiável com ela: a bad. E, olha, isso vai parecer um post motivacional (e talvez até seja), mas minha missão pra hoje é te falar que não, você não precisa sofrer nas garras dessa tristeza gostosa, mesmo se os seus motivos forem mais profundos do que os citados lá em cima.

Por que eu corro da bad como quem corre de uma repórter que te acusa de fugir do trabalho?

Como muita gente nesse mundão, eu tive depressão durante boa parte da minha vida, então basicamente minha infância e adolescência foram consumidas por esse inesgotável sentimento de vazio e desesperança generalizados, que harmonizam muito bem com Joy Division (ou Lana Del Rey, se você é desses) e uma taça de lágrimas. E podescrer que eu fui sommelier dessa combinação durante longos e góticos anos.

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Porém, eventualmente a cagação emocional passou e eu percebi uma coisa importantíssima: todas essas horas ouvindo músicas tristes, participando da comunidade “Eu Não Me Sinto Bem” no Orkut e chorando com Grey’s Anatomy não contribuiram n-a-d-a com a melhoria do meu estado. Tudo isso só serviu pra me deixar cada vez pior.

E, se você parar pra pensar, faz sentido, né?
Quando a gente se machuca fisicamente, a última coisa que vai fazer é cutucar o local de minuto em minuto. A gente imobiliza, cuida e deixa numa posição que evite dor ao máximo possível, só assim o machucado cicatriza.
Então, por qual razão continuamos ~ cutucando ~ as feridas mentais?

Porra, Shonda Rhimes!
Porra, Shonda Rhimes!

Mas chorar é importante! Tem que botar pra fora. Não?

Olha, mais ou menos. Existem uns estudos por aí concluindo que “botar pra fora” através do choro ou similar nem sempre é uma boa ideia, já que algumas pessoas podem até piorar depois desses episódios.
Agora, é importante reforçar que eu não tô falando pra você engolir o choro (que isso faz mal, mesmo), eu tô falando daquilo que você faz quando ninguém tá vendo, de colocar uma playlist cheia de Radiohead, de se olhar no espelho enquanto chora e pensar “CACETE EU SOFRO MUITO”, de chorar no travesseiro só pra ver sua cara em formato de lágrimas, etc.

Isso, migo, isso dificilmente está te ajudando.

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Percebeu que tá forçando a bad? Hora de sair.

Agora vem a parte difícil: você não tem que querer sair da bad, você tem que sair.
Afinal, se depender da sua vontade, as coisas talvez não mudem tão cedo.

A boa notícia é que ninguém precisa passar por isso sozinho! Começar conversando com um amigo ou familiar muito querido é sempre um ótimo passo, mas busque optar pela melhor opção de todas: procure um profissional!
Não há nada – repete comigo: nada! – de errado em contar com um terapeuta, psicólogo, psiquiatra ou qualquer outro tipo de profissional pra te ajudar a sair dessa.
Existem opções gratuitas e de baixo custo na maioria das cidades, mas não tenha medo de usar o Google ou pedir indicações para encontrar a melhor opção pra você.

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Sempre que possível, quebre seus padrões badísticos

Esse é um conselho pessoal e não deve sobrepor de modo algum o seu contato com um profissional de saúde mental, mas eis algumas coisas que me ajudaram P4KAS nesse processo e que podem ser úteis pra você:

  • Quando acordar, procure lembrar de se espreguiçar tanto quanto possível.
  • Experimente algum tipo de yoga (eu sei que é um papo bem #namastê #gratidão, mas minha vida mudou 154.930% depois da Hatha Yoga, em especial depois de praticar esse ásana, que é tão constrangedor quanto útil).
  • Coma direito, tanto em qualidade quanto em quantidade. O desequilíbrio de nutrientes e vitaminas pode levar ao agravamento de quadros de depressão, sérião.
  • Ouça algum gênero musical que te deixe involuntariamente feliz, mesmo que não seja o seu preferido.
  • Tente ser tão racional quanto possível com os eventos da sua vida.
  • Lembre-se que problema sem solução não é problema. É fato. Então não se afobe com algo que não pode ser resolvido.
  • De modo geral, busque imitar as ações de pessoas tipicamente felizes, mesmo que essa não seja a sua vontade no momento. É meio difícil permanecer na bad se você está dando pulinhos e cantando aquela música de boyband que você secretamente ama.
  • Aceite que sim, você merece se sentir bem. Acima de qualquer coisa. Apesar de qualquer passado. Você merece. Prometo. <3

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Tem mais alguma dica que te ajuda a melhorar nesses momentos? Deixe aqui nos comentários e ajude mais gente a sair dessa!

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